EMBRAER anuncia oficialmente possível desenvolvimento de nova aeronave militar

 

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Anastácio Katsanos, Luiz Carlos Aguiar e Paulo Gastão Silva, executivos da EMBRAER O conceito artístico da nova aeronave

 

 A EMBRAER revelou ontem, em conferência de imprensa realizada na Latin American Aero & Defence (LAAD), no Rio de Janeiro, que estão em estágio avançado os estudos para um possível novo produto da empresa, uma aeronave de transporte militar de médio porte, bimotor à jato de asa alta. O projeto está sendo chamado por enquanto de EMBRAER C-390, e ainda possui futuro incerto. A empresa não dá como certa a continuidade do desenvolvimento da aeronave, mas já tem definidas as principais características do novo avião e confirma estar em conversa com possíveis países clientes e fornecedores, para captar recursos para o desenvolvimento do projeto. O futuro do C-390 depende do resultado dessa busca por financiamento.

 De uma frota global de 2802 aeronaves de transporte (excetuando-se aí as encontradas na China, Coréia do Norte, Irã e Cuba), a EMBRAER acredita que o C-390 teria um mercado de aproximadamente 700 unidades, divididas por 77 países. Ela optou por posicionar o produto para substituir as aeronaves com mais de 25 anos de operação que deverão sair de cena nos próximos anos. A empresa prevê que seus principais concorrentes serão o A400M, o C-130J, o C-27, o Na-72/74 e as variantes modernizadas do C-130 Hércules.

 Se realmente se concretizar a decisão de prosseguir com o desenvolvimento do projeto, a expectativa é de que sejam necessários quatro anos para a sua finalização, prevendo-se a entrada em serviço dos primeiros exemplares no ano de 2012.

 O possível C-390 está posicionado no mercado de transportes com capacidade de 5 a 25 toneladas de capacidade. Como já havia sido ventilado anteriormente na mídia, a comunalidade com o EMBRAER 190 (jato comercial regional da empresa) é extremamente significativa. Apenas a fuselagem é totalmente diferente, sendo desenhada especialmente para o uso militar, fato comprovado pela existência de uma rampa de carga traseira. Com espaço interno maior que o do Hércules, ele deverá ter capacidade de levar blindados, viaturas de transporte, radares móveis e diversos tipos de outras cargas. As asas e empenagens foram “importadas” do E-190, assim como grande parte do cockpit é idêntico ao modelo civil, exceto os sistemas para o uso de visão noturna e outros aviônicos menores. Haverá apenas a versão de transporte, com capacidade MEDEVAC (Evacuação Aeromédica) e de reabastecimento em vôo. Ele também possuirá uma sonda para ser reabastecido em vôo.

 

Fonte: ALIDE

 

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