Data de registro: Qua Dez 05, 2007 2:02 pm Mensagens: 2907 Localização: Japan / Tokyo
Zava escreveu:
Sou obrigado a concordar com os argumentos de que não da para comparar preços, com propostas tão distintas. Tal argumento tem forte apelo politico. Tambem concordo que o GF tem intrumentos legais para fazer sua escolha sem utilizar criterios de licitação. Mas o que não entendo é, se a nossa END preve que a industria brasileira deve ser capaz de fazer um caça com tecnologias de ponta, porque não escolher a oferta que melhor prepara esta industria para este objetivo: o Gripen NG ?
Porque o GF liberou a venda de Astros somente depois da Avibras quebrar? Porque não se reduz a carga tributária da Indústria de Defesa? Porque estamos comprando UAV de Israel e investindo pouco no nacional? Porque a frota VIP da Fab sempre esta 100% e a de defesa fica para segundo plano? Porque o alto comando da Fab prefere o SH do que o NG? Porque o Saito,NJ,MU, foram varias vezes ao EUA e não entraram num acordo?
Existem tantos porque sem explicação que fica difícil encontrar lógica.
_________________ Abraços.
Não alimente os trolls------------Don't feed the trolls---------------インタネット荒らしを無視しろ
Data de registro: Ter Nov 18, 2008 1:57 pm Mensagens: 224 Localização: Espírito Santo
Arlsan escreveu:
Justin Case escreveu:
Baschera escreveu:
Bem, vamos jogar um pouco de gasolina de aviação neste assunto.....
Baschera, boa noite. Já que você pediu para comentar, repito o que postei no fórum de origem.
Justin Case escreveu:
Considero muito interessante o artigo, com as seguintes ressalvas, todas referentes aos últimos parágrafos. 1. Certamente o “parecer técnico que fundamenta a dispensa de licitação” já foi emitido. É requisito prévio do processo. 2. “Parecer da FAB que propugna a aquisição do caça Gripen, da SAAB”. Não há certeza de seu conteúdo ou existência. 3. “Que tais elementos sejam disponibilizados para controle e fiscalização da sociedade e dos Poderes Constituídos”. Para controle pelos poderes constituídos, OK. Pela sociedade em geral, não, uma vez que o sigilo é requerido para não por em risco a segurança nacional. É um dos principais motivos para a dispensa de licitação.
Abraço,
Justin
Justin, Sejamos isentos, ou tentemos. Tudo se fala com base na especulação. O que o artigo diz é que esse relatório deve ser levado em consideração de forma importante para a tomada de decisão. O governo tentou moldar as conclusões técnicas para se adequarem a uma decisão que já havia sido tomada antes do parecer técnico. O que o autor diz é que não se pode ignorar o parecer técnico, como o GF vem fazendo. É isso que diz o artigo. Portanto, o artigo não apenas "resistiu" mais de 5 minutos, como está correto.
Se me perguntarem, na base da especulação, é esse parecer técnico que está atrapalhando o fechamento do negócio do Rafale. Sem esse 'empecilho' já estaria tudo assinado. Afinal, o NJ, o sargento Garcia e o Celso Amorim estão dizendo que o Presidente pode fazer o que lhe der na telha. Por que não fechou ainda? Por causa da Eliane Cantanhêde? Duvido muito. Não fechou porque o parecer técnico contradiz a orientação política. Minha especulação.
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
O “parecer técnico que fundamenta a dispensa de licitação” com certeza foi emitido, lá no início do processo, provavelmente pelo departamento jurídico da FAB, dizendo que a licitação pode ser dispensada nesta compra. Este parecer não trata de nenhum avião. Ele está no início do processo, antes do RFI. Analisa apenas o enquadramento da compra como dispensa de licitação.
Data de registro: Sáb Fev 10, 2007 8:15 pm Mensagens: 3593 Localização: São Paulo - SP
Eu acho gozado que as "mentiras" da FSP e da Eliane vem sendo confirmadas e ninguém vem aqui falar que eles tinham razão.
1. Ninguém veio negar nada sobre o conteúdo do relatório anterior a NOVEMBRO, dando o NG como vencedor; 2. O próprio Presidente não negou os valores que foram divulgados, apenas reclamou que divulgá-los dificulta a negociação.
Na minha visão o que dificulta mais é ele afirmar que prefere comprar dos franceses, mas isto é para o mundo real. No dos políticos eu não sei como funciona.
Estão usando o argumento da dispensa de licitação como uma carta branca para o Presidente fazer o que bem entender sem ter que dar satisfações para ninguém, no fim a prática será diferente após o anúncio do Rafale como vencedor.
Vou dar uma de Rodrigo Diná.
No fim mesmo com um vencedor anunciado isto irá se arrastar por meses, mesmo se o Brig. Saito pedir baixa após o anúncio.
Como ele quem irá indicar os candidatos é muita improvável que ele indique alguém com a mais leve tendência a concordar com o Governo.
O novo Comandante da FAB e seu staff precisarão se inteirar do processo, o que não irá acontecer da noite para o dia.
Neste tempo de embromação a campanha já terá começado, nada terá sido assinado em definitivo e o processo cairá nas mãos do próximo presidente e tenho severas dúvidas se nas mãos dos dois candidatos mais fortes se o processo irá caminhar assim tão rápido.
Data de registro: Sex Jul 24, 2009 2:12 pm Mensagens: 1216 Localização: Brasília
Abellosi escreveu:
Arlsan escreveu:
Ricardo escreveu:
Baschera, assim como esse Sr. fez esses comentários, que por sinal foram bem colocados, no direito vc pode conseguir o parecer que desejar, basta ter dinheiro para pagar o que o advogado lhe pedir. Como foi explicado há dispensa de licitação, ou seja, o governo está livre para escolher o avião que entender ser mais favorável ao país, independente de preço, pois como afirma há a transferência de tecnologia e outras questões mais essenciais. Não está sendo ignorado os princípio do Direito Público, pois todos foram seguidos. Na compra dos submarinos foram utilizados os mesmos princípios de Direito, e se não me engano foi levantado que os alemães teriam menor preço, o que também não interessou em razão da transferência de tecnologia. Também no direito sempre haverá alguém para contestar essa posição. Mas não podemos esquecer que a maioria dos Ministros do STF foi indicada pelo atual governo (uma prática comum tanto na área federal como estadual).
Os alemães não tinham tecnologia de submarinos nucleares. Na prática, não havia concorrentes que atendessem aos requisitos requeridos pela MB. Como comparar as duas situações?
E o Grippen NG e o Rafale estão na mesma categoria de caças?
O pacote do Grippen inclui armamento e peças de reposição?
Ao que me parece, e utilizando um velho brocado jurídico, salvo melhor juizo, os dois não fazem parte do mesmo nível, pois o NG seria um caça padrão low cost ao contrário do Rafale.
Se compararmos o Rafale com o SH sim temos um patamar rasoável de comparação.
Atenciosamente,
Abel
Abellosi, Os 3 concorrentes do F-X2 são aviões à reação. Seria pertinente a comparação se houvesse um turboélice na disputa. Os 3 países vendedores se dispõem a trasferir tecnologia (em níveis diferentes). Não vejo como comparar. Não havia competição para o SubNuc. Só a França se dispôs a ToT. Não houve concorrência real. A melhor escolha foi feita.
_________________ "Criaturas bípedes sem penas, linguisticamente conscientes, nascidas entre urina e fezes, cujos corpos um dia serão o deleite culinário de vermes terrestres. Isso somos nós." - Cornel West
Data de registro: Sex Jul 24, 2009 2:12 pm Mensagens: 1216 Localização: Brasília
lubra escreveu:
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
O “parecer técnico que fundamenta a dispensa de licitação” com certeza foi emitido, lá no início do processo, provavelmente pelo departamento jurídico da FAB, dizendo que a licitação pode ser dispensada nesta compra. Este parecer não trata de nenhum avião. Ele está no início do processo, antes do RFI. Analisa apenas o enquadramento da compra como dispensa de licitação.
Então me permita ser mais claro. No meu post eu me referia exclusivamente ao parecer da FAB sobre as BAFOs apreentadas.
_________________ "Criaturas bípedes sem penas, linguisticamente conscientes, nascidas entre urina e fezes, cujos corpos um dia serão o deleite culinário de vermes terrestres. Isso somos nós." - Cornel West
Data de registro: Seg Out 13, 2008 1:12 pm Mensagens: 874
Bilt: compra de caças não será tema central Chanceler sueco visitará o Brasil na próxima semana
Citação:
DETALHE: olha a carinha de periquito bêbado do Chanceler!
O chanceler da Suécia, Carl Bildt, disse nesta segunda-feira no México que a compra de caças pelo Brasil, na qual os modelos suecos da SAAB competem com os americanos da Boeing e os franceses da Dassault, não será o tema central da visita que fará a Brasília, próxima escala na região.
“Não exageraria a importância da visita e da compra. A viagem à América Latina visa, principalmente, desenvolver relações políticas”, disse Bildt em entrevista à imprensa.
A decisão do Brasil sobre a compra de aviões supersônicos será tomada “sobre outras bases”, acrescentou Bildt, que partirá na noite de terça-feira para Brasília.
O Brasil está prestes a definir a compra de cerca de 30 caças e estudou ofertas para os modelos Rafale, de Dassault, os F-18 Super Hornet da Boeing e os Gripen NG de SAAB.
O preço dos aviões franceses seria de 6,2 bilhões de dólares; dos americanos, 5,7 bilhões e dos suecos, 4,5 bilhões de dólares, de acordo com cifras publicadas pela imprensa brasileira.
_________________ "Não ria de tudo, pois quem acha tudo gozado, é faxineira de motel..."
Data de registro: Ter Nov 18, 2008 1:57 pm Mensagens: 224 Localização: Espírito Santo
Arlsan escreveu:
lubra escreveu:
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
O “parecer técnico que fundamenta a dispensa de licitação” com certeza foi emitido, lá no início do processo, provavelmente pelo departamento jurídico da FAB, dizendo que a licitação pode ser dispensada nesta compra. Este parecer não trata de nenhum avião. Ele está no início do processo, antes do RFI. Analisa apenas o enquadramento da compra como dispensa de licitação.
Então me permita ser mais claro. No meu post eu me referia exclusivamente ao parecer da FAB sobre as BAFOs apreentadas.
Eu entendi que vc estava se referindo ao "parecer da FAB sobre as BAFOs apresentadas", como vc reforçou agora.
O que eu estava querendo dizer (e não talvez não tenha sido claro, eu devia ter citado o artigo original) não é quanto ao seu post. O artigo original faz esta confusão, entre o parecer para enquadramento como dispensa, e o relatório final da FAB.
Para evitar isto, poderíamos nos referir ao "parecer da FAB sobre as BAFOs apresentadas" como "relatório final da FAB", e não como "parecer".
Não estou com isso dizendo que o artigo está incorreto. Vale a pena refletir sobre o princípio da motivação. Acho que o "Relatório final da FAB" deve ser levado em consideração na decisão (e não o "parecer técnico que fundamenta a dispensa de licitação”, como dito no artigo), e acho também que se houver uma decisão diferente da sugerida no "Relatório final da FAB", deve ser motivada (minha opinião). Ou seja, os motivos da escolha diferente deveriam ser apresentados. Para serem avaliados por quem tiver competência legal para isso.
Agora, o princípio da motivação deve ser observado nos atos discricionários? Tem gente que acha que sim e tem gente que acha que não. Mas se motivar, os motivos se tornam determinantes.
Some-se que não sabemos como ficou o Relatório final da FAB. Quem ficou em primeiro?
Contando o número de permutações possíveis de 3 elementos em um conjunto com um total de 3 elementos (onde a ordem importa) temos seis possíveis resultados. Dois com o Rafale em primeiro, dois com ele em segundo e dois com ele em terceiro.
É razoavel supor que no Relatório da FAB o Rafale não foi o primeiro, senão não fariam o relatório do MD sobre o relatório da FAB. Afinal a preferência está anunciada desde 07/09/2009. Sobram 4 resultados possíveis. Dois com ele em segundo e dois com ele em terceiro. Ao que parece, como são dois os outros concorrentes, o governo precisa de dois conjuntos de justificativas. Um para cada concorrente. Se o Rafale ficou em segundo no Relatório da FAB, usa um conjunto só.
Data de registro: Qui Ago 20, 2009 10:28 pm Mensagens: 405
Abellosi escreveu:
Arlsan escreveu:
Ricardo escreveu:
Baschera, assim como esse Sr. fez esses comentários, que por sinal foram bem colocados, no direito vc pode conseguir o parecer que desejar, basta ter dinheiro para pagar o que o advogado lhe pedir. Como foi explicado há dispensa de licitação, ou seja, o governo está livre para escolher o avião que entender ser mais favorável ao país, independente de preço, pois como afirma há a transferência de tecnologia e outras questões mais essenciais. Não está sendo ignorado os princípio do Direito Público, pois todos foram seguidos. Na compra dos submarinos foram utilizados os mesmos princípios de Direito, e se não me engano foi levantado que os alemães teriam menor preço, o que também não interessou em razão da transferência de tecnologia. Também no direito sempre haverá alguém para contestar essa posição. Mas não podemos esquecer que a maioria dos Ministros do STF foi indicada pelo atual governo (uma prática comum tanto na área federal como estadual).
Os alemães não tinham tecnologia de submarinos nucleares. Na prática, não havia concorrentes que atendessem aos requisitos requeridos pela MB. Como comparar as duas situações?
E o Grippen NG e o Rafale estão na mesma categoria de caças?
O pacote do Grippen inclui armamento e peças de reposição?
Ao que me parece, e utilizando um velho brocado jurídico, salvo melhor juizo, os dois não fazem parte do mesmo nível, pois o NG seria um caça padrão low cost ao contrário do Rafale.
Se compararmos o Rafale com o SH sim temos um patamar rasoável de comparação.
Atenciosamente,
Abel
Abellosi, Os 3 concorrentes do F-X2 são aviões à reação. Seria pertinente a comparação se houvesse um turboélice na disputa. Os 3 países vendedores se dispõem a trasferir tecnologia (em níveis diferentes). Não vejo como comparar. Não havia competição para o SubNuc. Só a França se dispôs a ToT. Não houve concorrência real. A melhor escolha foi feita.[/quote]
Arlsan, boa noite. Respeito seu ponto de vista, no entanto não o tenho por correto. Não dá para comprar uma aeronave com dois reatores com outra com apenas um. O Rafale está em outro patamar de custos de operação e manutenção, assim como o SH também sempre terá um custo maior ao do Grippen NG. Agora só me responda uma coisa? Assim como os franceses, como os suecos transferirão técnologia que não é deles? Se a sua premissa fosse coreta, então daria para colocar no FX um F-86.
Data de registro: Sex Jul 24, 2009 2:12 pm Mensagens: 1216 Localização: Brasília
Abellosi escreveu:
Arlsan, boa noite. Respeito seu ponto de vista, no entanto não o tenho por correto. Não dá para comprar uma aeronave com dois reatores com outra com apenas um. O Rafale está em outro patamar de custos de operação e manutenção, assim como o SH também sempre terá um custo maior ao do Grippen NG. Agora só me responda uma coisa? Assim como os franceses, como os suecos transferirão técnologia que não é deles? Se a sua premissa fosse coreta, então daria para colocar no FX um F-86.
Boa noite, Abellosi, Eu não digo que monomotor e bimotor estão na mesma categoria. Só não acho que a omparação entre SubNuc e convencional (diesel-bateria) seja adequada. Não acho que um F-86 desse conta da missão. Mas qualquer dos 3 finalistas escolhidos cumprirá a missão.
Quanto à ToT dos suecos, eu gosto da idéia de co-projetar soluções para o NG. Também me agrada o modelo sueco que permite adaptar nossas próprias soluções ao NG. Isso criaria uma demanda interna por tecnologia embarcada, especialmente, mas não somente, para os aviônicos. O conteúdo nacional, pelo que tenho lido, no NG seria maior que nos outros concorrentes. Essa idéia me agrada.
Essa história de que alguém vai nos ensinar tudo pronto não deve ser levada ao pé da letra. É a determinação de desenvolver soluções próprias que criará raízes tecnológicas aqui. Como eu disse antes, não se trata de trocar uma dependência por outra. Mas de depender menos de qualquer um. Acho que participar do projeto do NG nos daria mais autonomia nesse sentido.
Abraço.
_________________ "Criaturas bípedes sem penas, linguisticamente conscientes, nascidas entre urina e fezes, cujos corpos um dia serão o deleite culinário de vermes terrestres. Isso somos nós." - Cornel West
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