Assunto do Tópico: Re: Notícias... Sempre com a Fonte, por favor!!!
Enviado: Sáb Set 13, 2008 8:41 pm
Recente
Data de registro: Seg Jul 28, 2008 3:54 pm Mensagens: 71
Wellington Góes escreveu:
Morcego escreveu:
Discordo totalmente, é apenas o lixo esquerdopata, que é diretamente interessado em minar a relação existente entre Brasil e EUA, basta vc olhar o curriculum de qualquer escola que vai ver a lingua inglesa la e não vai ver o espanhol, pragmatismo por pragmatismo, aprendemos Inglês e não ensinamos espanhol dos nossos parceiros do MERCOSUL, mas não fica só nisso, uma pesquisa simples e vc vai se assustar ao perceber a quantidade de intercambios existentes entre os dois paises.
Não para só nisso, claro, vc ainda pode acreditar que o pais com que temos o maior relacionamento comercial é apenas pragmatismo e que nos odiamos uma ao outro.
Os EUA são o nosso principal parceiro comercial, mas nos não somos o principal parceiro comercial deles, pode acreditar que ao colocar na balança a produtividade do trabalhor americano e ao brasileiro, qualquer americano deixa de pensar no Brasil como um concorrente, eles não nos vêem como aliados isso é correto, mas não nos vêem como inimigos e sabem que na hora que o bicho pega somos amigões um do outro, e estamos sempre no mesmo time.
BABAQUIÇES ESQUERDOPATICAS FICAM APENAS NO ITAMARATY, NEM O LULA AS ATURA MAIS.
Os EUA não apoiam nossa entrada no CS da ONU e isso não é o fim do mundo, outros paises tb não apoiam, com relação ao ETANOL, eles não precisam comprar nosso etanol e nós tb não precisamos que eles comprem, o que é necessário é existir um compromisso entre os paises para que seja criado o mercado, estabelicer os padrões, sem o comprometimento de outros paises, nada vai rolar, o melhor para o ETANOL brasileiro é que cada vez mais paises passem a ter sua produção tb, assim se consolida o mercado.
Ummmm; por exemplo?
Talvez vc ignore que a nossa ida ao HAITI tenha sido idéia americana, e pode apostar nossa atuação no HAITI tem feito melhor serviço as nossas pretenções na ONU do que qualquer prestimo do ITAMARATY.
Vc imagina que os americanos devam se aproximar de nos por quais motivos? no minímo vc deve acreditar que eles vão invadir a amazonia para tomar nossa a água de la.
é vamos ver no que vai dar, certo é que passa governo e cada vez mais aumenta a fila para pegar visto para visitar os EUA.
Discordo de você Morcego, você tá tendo uma visão simplista da coisa, eu diria até com até uma década de atrazo !!!
Eu poderia apresentar a você números que traduzem uma realidade bem diferente e muitos aspéctos, mas se tornaria chato e cansativo, então me atenho ao exposto pelo Robson e pelo Marcelo.
Um abraço !
Prezados Srs.
Permitam-be algumas considerações.
Relações entre nações soberanas são por sua natureza "pragmáticas", nenhuma nação é "amiga" ou "inimiga" da outra. As relações se pautam primariamente em aspectos frios de somatórios finais de diversos confrontamentos de "Perdas e Ganhos". Cada setor da economia tem seu próprio confrontamento, dou um exemplo.
O agrobusiness da Soja ADORA a China, se a relação entre os dois países dependesse unicamente do interesse deles, toda e qualquer barreira exuistente aos produtos chineses no Brasil seriam removidas imediatamente. Curiosamente a indústria de bens de capital, de veículos, de brinquedos, de tecidos e de tantos outros itens da pauta industrial, enxergam esta relação por um prisma absolutamente inverso, quanto mais barreiras aos Chineses melhor!
Entre o Brasil e os EUA é a mesma coisa. Em todas as áreas da economia onde nós temos competividade comertcial internacional e em que os lobbies internos deles estejam bem organizados, teremos problemas, aí está o caso do Etanol. O mercado americano é obviamente sim de total interesse dos nossos produtores de álcool (diferente do que afirma aí acima o Sr Morcego), mas ainda não apareceu um "contra-lobby" local (talvez composto pelas grandes empresas distribuidoras de combustivel nos EUA) para confrontar-se de frente com a poderosa industria do álcool de milho. Na realidade é o poder relativo das diversas indústrias dentro de cada país que determinará quem vai levar vantagem no final. A própria imensa penetração dos produtos chineses nos EUA tem mais a ver com a força interna do lobby do retailers (varejistas: Wal Mart e amigos...) sobre o poder dos lobbies consolidados da indústria de produtos de consumo nos EUA. Sem os fortes lucros dos varejistas ja teriamos ha decadas barreiras tarifárias e não-tarifárias à importação de produtos chineses.
O livre comércio só existe se construido sobre os "cadáveres" de indústrias inteiras. Estas são inevitavelmente sacrificados no altar do "benefício/interesse nacional", vejam o que aconteceu com a Brinquedos Estrela...
O que ocorre no caso do Brasil é muito diferende da realidade de países pequenos como o Chile e Venezuela, por exemplo. Nossa industria sendo muito maior é imensamente mais variada o que gera mais e mais conflitos com as industrias dos países com quem desejamos realizar aberturas comerciais. Ao criar um livre comércio com os EUA o Chile só tem que se preocupar com o Cobre e os pescados congelados, nos demais mercados eles são nulidades completas. No caso da Venezuela, o único produto de produção relevante do país é o petroleo, sendo assim fica fácil fechar acordos, não acham?
O problema que percebo na relação dos EUA com o Brasil é que temos muitas áres de sobreposição de indústrias, especialmente no mundo agropecuário , onde somos concorrentes diretos nas exportações para mercados externos. Por enquanto a Embraer esta "livre", mas na hora em que a Boeing aparecer com um jato novo entre 70 e 120 lugares... Se erguerão novos "problemas", é inevitável, especialmente se Obama virar presidente por lá.
Quando o Brasil se relaciona com países menores eles não tem os lobbies internos focados em anular as nossas vantagens competivas, o que torna estas associações muito proveitosas, a despeito do pequeno tamanho total das trocas com estes países menores quando comparado com aquele travado com os EUA. Se queremos adentrar os EUA com produtos industriais de consumo precisamos do apoio e dos dólares dos gigantes do varejo, eles serão nossas portas abertas por lá.
Outro ponto interessante é o de que nada tem a ver a politica exterior independente de um país com sua chance de vender trilhões para os EUA. A China nunca iludiu os EUA dizendo que ficaria "alinhada politicamente com eles". Simultaneamente, os mesmos chineses com os lucros auferidos do comércio com os próprios EUA cresceram fortemente seu investimento em itens militares de nova tecnologia modernizando dramaticamente suas FFAA.
E tudo bem!
Essa questão de "alinhamento" proposta aí em cima é quie me parece estar cada dia mais obsoleta. Se temos produtos de qualidade (como temos), com preços competitivos (que temos, também) e ainda por cima obtivermos o beneplacito do varejo americano, teremos assim tanto o dinheiro deles quanto a liberdade de ação, isso simultaneamente.
Concluindo:
1) Façamos negócios com todos os países do mundo, sem preconceitos, 2) Associemo-nos o quanto antes com os lobbies poderosos que tenham interesses semelhante ao nossos, e botemos estes lobbies para se bater um contra o outro, 3) Isolemos a geopolitica do business, se isso não afeta a China porque nos afetaria também?
W Nowotny
P.S.: Sr Morcego, sugiro que o Sr procure relaxar um pouco, pois suas respostas parecem denotar certo nível desmesurado de "tensão".
WN
_________________ ♥ Primeiro comandante de caça a jato do mundo! ♥
Assunto do Tópico: Re: Notícias... Sempre com a Fonte, por favor!!!
Enviado: Sáb Set 13, 2008 8:57 pm
Intermediário
Data de registro: Sáb Dez 29, 2007 9:10 pm Mensagens: 297
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Prezados Srs.
Permitam-be algumas considerações.
Relações entre nações soberanas são por sua natureza "pragmáticas", nenhuma nação é "amiga" ou "inimiga" da outra. As relações se pautam primariamente em aspectos frios de somatórios finais de diversos confrontamentos de "Perdas e Ganhos". Cada setor da economia tem seu próprio confrontamento, dou um exemplo.
O agrobusiness da Soja ADORA a China, se a relação entre os dois países dependesse unicamente do interesse deles, toda e qualquer barreira exuistente aos produtos chineses no Brasil seriam removidas imediatamente. Curiosamente a indústria de bens de capital, de veículos, de brinquedos, de tecidos e de tantos outros itens da pauta industrial, enxergam esta relação por um prisma absolutamente inverso, quanto mais barreiras aos Chineses melhor!
Entre o Brasil e os EUA é a mesma coisa. Em todas as áreas da economia onde nós temos competividade comertcial internacional e em que os lobbies internos deles estejam bem organizados, teremos problemas, aí está o caso do Etanol. O mercado americano é obviamente sim de total interesse dos nossos produtores de álcool (diferente do que afirma aí acima o Sr Morcego), mas ainda não apareceu um "contra-lobby" local (talvez composto pelas grandes empresas distribuidoras de combustivel nos EUA) para confrontar-se de frente com a poderosa industria do álcool de milho. Na realidade é o poder relativo das diversas indústrias dentro de cada país que determinará quem vai levar vantagem no final. A própria imensa penetração dos produtos chineses nos EUA tem mais a ver com a força interna do lobby do retailers (varejistas: Wal Mart e amigos...) sobre o poder dos lobbies consolidados da indústria de produtos de consumo nos EUA. Sem os fortes lucros dos varejistas ja teriamos ha decadas barreiras tarifárias e não-tarifárias à importação de produtos chineses.
O livre comércio só existe se construido sobre os "cadáveres" de indústrias inteiras. Estas são inevitavelmente sacrificados no altar do "benefício/interesse nacional", vejam o que aconteceu com a Brinquedos Estrela...
O que ocorre no caso do Brasil é muito diferende da realidade de países pequenos como o Chile e Venezuela, por exemplo. Nossa industria sendo muito maior é imensamente mais variada o que gera mais e mais conflitos com as industrias dos países com quem desejamos realizar aberturas comerciais. Ao criar um livre comércio com os EUA o Chile só tem que se preocupar com o Cobre e os pescados congelados, nos demais mercados eles são nulidades completas. No caso da Venezuela, o único produto de produção relevante do país é o petroleo, sendo assim fica fácil fechar acordos, não acham?
O problema que percebo na relação dos EUA com o Brasil é que temos muitas áres de sobreposição de indústrias, especialmente no mundo agropecuário , onde somos concorrentes diretos nas exportações para mercados externos. Por enquanto a Embraer esta "livre", mas na hora em que a Boeing aparecer com um jato novo entre 70 e 120 lugares... Se erguerão novos "problemas", é inevitável, especialmente se Obama virar presidente por lá.
Quando o Brasil se relaciona com países menores eles não tem os lobbies internos focados em anular as nossas vantagens competivas, o que torna estas associações muito proveitosas, a despeito do pequeno tamanho total das trocas com estes países menores quando comparado com aquele travado com os EUA. Se queremos adentrar os EUA com produtos industriais de consumo precisamos do apoio e dos dólares dos gigantes do varejo, eles serão nossas portas abertas por lá.
Outro ponto interessante é o de que nada tem a ver a politica exterior independente de um país com sua chance de vender trilhões para os EUA. A China nunca iludiu os EUA dizendo que ficaria "alinhada politicamente com eles". Simultaneamente, os mesmos chineses com os lucros auferidos do comércio com os próprios EUA cresceram fortemente seu investimento em itens militares de nova tecnologia modernizando dramaticamente suas FFAA.
E tudo bem!
Essa questão de "alinhamento" proposta aí em cima é quie me parece estar cada dia mais obsoleta. Se temos produtos de qualidade (como temos), com preços competitivos (que temos, também) e ainda por cima obtivermos o beneplacito do varejo americano, teremos assim tanto o dinheiro deles quanto a liberdade de ação, isso simultaneamente.
Concluindo:
1) Façamos negócios com todos os países do mundo, sem preconceitos, 2) Associemo-nos o quanto antes com os lobbies poderosos que tenham interesses semelhante ao nossos, e botemos estes lobbies para se bater um contra o outro, 3) Isolemos a geopolitica do business, se isso não afeta a China porque nos afetaria também?
Amén.
Desde sempre fui a favor do McCain, e isso antes de ele defender nosso etanol para o mercado americano (que já veriamos se si concretaria) a dado mas importancia ao Brasil que o outro que me soa mas falso que um bilhete de mil reais.
Assunto do Tópico: Re: Notícias... Sempre com a Fonte, por favor!!!
Enviado: Sáb Set 13, 2008 9:22 pm
Sênior
Data de registro: Dom Jun 15, 2008 6:22 pm Mensagens: 1759
Walter Nowotny escreveu:
Wellington Góes escreveu:
Morcego escreveu:
Discordo totalmente, é apenas o lixo esquerdopata, que é diretamente interessado em minar a relação existente entre Brasil e EUA, basta vc olhar o curriculum de qualquer escola que vai ver a lingua inglesa la e não vai ver o espanhol, pragmatismo por pragmatismo, aprendemos Inglês e não ensinamos espanhol dos nossos parceiros do MERCOSUL, mas não fica só nisso, uma pesquisa simples e vc vai se assustar ao perceber a quantidade de intercambios existentes entre os dois paises.
Não para só nisso, claro, vc ainda pode acreditar que o pais com que temos o maior relacionamento comercial é apenas pragmatismo e que nos odiamos uma ao outro.
Os EUA são o nosso principal parceiro comercial, mas nos não somos o principal parceiro comercial deles, pode acreditar que ao colocar na balança a produtividade do trabalhor americano e ao brasileiro, qualquer americano deixa de pensar no Brasil como um concorrente, eles não nos vêem como aliados isso é correto, mas não nos vêem como inimigos e sabem que na hora que o bicho pega somos amigões um do outro, e estamos sempre no mesmo time.
BABAQUIÇES ESQUERDOPATICAS FICAM APENAS NO ITAMARATY, NEM O LULA AS ATURA MAIS.
Os EUA não apoiam nossa entrada no CS da ONU e isso não é o fim do mundo, outros paises tb não apoiam, com relação ao ETANOL, eles não precisam comprar nosso etanol e nós tb não precisamos que eles comprem, o que é necessário é existir um compromisso entre os paises para que seja criado o mercado, estabelicer os padrões, sem o comprometimento de outros paises, nada vai rolar, o melhor para o ETANOL brasileiro é que cada vez mais paises passem a ter sua produção tb, assim se consolida o mercado.
Ummmm; por exemplo?
Talvez vc ignore que a nossa ida ao HAITI tenha sido idéia americana, e pode apostar nossa atuação no HAITI tem feito melhor serviço as nossas pretenções na ONU do que qualquer prestimo do ITAMARATY.
Vc imagina que os americanos devam se aproximar de nos por quais motivos? no minímo vc deve acreditar que eles vão invadir a amazonia para tomar nossa a água de la.
é vamos ver no que vai dar, certo é que passa governo e cada vez mais aumenta a fila para pegar visto para visitar os EUA.
Discordo de você Morcego, você tá tendo uma visão simplista da coisa, eu diria até com até uma década de atrazo !!!
Eu poderia apresentar a você números que traduzem uma realidade bem diferente e muitos aspéctos, mas se tornaria chato e cansativo, então me atenho ao exposto pelo Robson e pelo Marcelo.
Um abraço !
Prezados Srs.
Permitam-be algumas considerações.
Relações entre nações soberanas são por sua natureza "pragmáticas", nenhuma nação é "amiga" ou "inimiga" da outra. As relações se pautam primariamente em aspectos frios de somatórios finais de diversos confrontamentos de "Perdas e Ganhos". Cada setor da economia tem seu próprio confrontamento, dou um exemplo.
O agrobusiness da Soja ADORA a China, se a relação entre os dois países dependesse unicamente do interesse deles, toda e qualquer barreira exuistente aos produtos chineses no Brasil seriam removidas imediatamente. Curiosamente a indústria de bens de capital, de veículos, de brinquedos, de tecidos e de tantos outros itens da pauta industrial, enxergam esta relação por um prisma absolutamente inverso, quanto mais barreiras aos Chineses melhor!
Entre o Brasil e os EUA é a mesma coisa. Em todas as áreas da economia onde nós temos competividade comertcial internacional e em que os lobbies internos deles estejam bem organizados, teremos problemas, aí está o caso do Etanol. O mercado americano é obviamente sim de total interesse dos nossos produtores de álcool (diferente do que afirma aí acima o Sr Morcego), mas ainda não apareceu um "contra-lobby" local (talvez composto pelas grandes empresas distribuidoras de combustivel nos EUA) para confrontar-se de frente com a poderosa industria do álcool de milho. Na realidade é o poder relativo das diversas indústrias dentro de cada país que determinará quem vai levar vantagem no final. A própria imensa penetração dos produtos chineses nos EUA tem mais a ver com a força interna do lobby do retailers (varejistas: Wal Mart e amigos...) sobre o poder dos lobbies consolidados da indústria de produtos de consumo nos EUA. Sem os fortes lucros dos varejistas ja teriamos ha decadas barreiras tarifárias e não-tarifárias à importação de produtos chineses.
O livre comércio só existe se construido sobre os "cadáveres" de indústrias inteiras. Estas são inevitavelmente sacrificados no altar do "benefício/interesse nacional", vejam o que aconteceu com a Brinquedos Estrela...
O que ocorre no caso do Brasil é muito diferende da realidade de países pequenos como o Chile e Venezuela, por exemplo. Nossa industria sendo muito maior é imensamente mais variada o que gera mais e mais conflitos com as industrias dos países com quem desejamos realizar aberturas comerciais. Ao criar um livre comércio com os EUA o Chile só tem que se preocupar com o Cobre e os pescados congelados, nos demais mercados eles são nulidades completas. No caso da Venezuela, o único produto de produção relevante do país é o petroleo, sendo assim fica fácil fechar acordos, não acham?
O problema que percebo na relação dos EUA com o Brasil é que temos muitas áres de sobreposição de indústrias, especialmente no mundo agropecuário , onde somos concorrentes diretos nas exportações para mercados externos. Por enquanto a Embraer esta "livre", mas na hora em que a Boeing aparecer com um jato novo entre 70 e 120 lugares... Se erguerão novos "problemas", é inevitável, especialmente se Obama virar presidente por lá.
Quando o Brasil se relaciona com países menores eles não tem os lobbies internos focados em anular as nossas vantagens competivas, o que torna estas associações muito proveitosas, a despeito do pequeno tamanho total das trocas com estes países menores quando comparado com aquele travado com os EUA. Se queremos adentrar os EUA com produtos industriais de consumo precisamos do apoio e dos dólares dos gigantes do varejo, eles serão nossas portas abertas por lá.
Outro ponto interessante é o de que nada tem a ver a politica exterior independente de um país com sua chance de vender trilhões para os EUA. A China nunca iludiu os EUA dizendo que ficaria "alinhada politicamente com eles". Simultaneamente, os mesmos chineses com os lucros auferidos do comércio com os próprios EUA cresceram fortemente seu investimento em itens militares de nova tecnologia modernizando dramaticamente suas FFAA.
E tudo bem!
Essa questão de "alinhamento" proposta aí em cima é quie me parece estar cada dia mais obsoleta. Se temos produtos de qualidade (como temos), com preços competitivos (que temos, também) e ainda por cima obtivermos o beneplacito do varejo americano, teremos assim tanto o dinheiro deles quanto a liberdade de ação, isso simultaneamente.
Concluindo:
1) Façamos negócios com todos os países do mundo, sem preconceitos, 2) Associemo-nos o quanto antes com os lobbies poderosos que tenham interesses semelhante ao nossos, e botemos estes lobbies para se bater um contra o outro, 3) Isolemos a geopolitica do business, se isso não afeta a China porque nos afetaria também?
W Nowotny
P.S.: Sr Morcego, sugiro que o Sr procure relaxar um pouco, pois suas respostas parecem denotar certo nível desmesurado de "tensão".
WN
Muito bem desenvolvido Nowotny!
Só não entendi porque Obama seria pior que Mcain. Você pode me explicar??
Um abraço.
_________________ "Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei sempre seu direito de o dizer". (Voltaire)
Assunto do Tópico: Re: Notícias... Sempre com a Fonte, por favor!!!
Enviado: Sáb Set 13, 2008 11:30 pm
Sênior
Data de registro: Ter Nov 06, 2007 6:50 pm Mensagens: 1399 Localização: Brasil, RJ
Walter Nowotny escreveu:
Prezados Srs.
Permitam-be algumas considerações.
Relações entre nações soberanas são por sua natureza "pragmáticas", nenhuma nação é "amiga" ou "inimiga" da outra. As relações se pautam primariamente em aspectos frios de somatórios finais de diversos confrontamentos de "Perdas e Ganhos". Cada setor da economia tem seu próprio confrontamento, dou um exemplo.
O agrobusiness da Soja ADORA a China, se a relação entre os dois países dependesse unicamente do interesse deles, toda e qualquer barreira exuistente aos produtos chineses no Brasil seriam removidas imediatamente. Curiosamente a indústria de bens de capital, de veículos, de brinquedos, de tecidos e de tantos outros itens da pauta industrial, enxergam esta relação por um prisma absolutamente inverso, quanto mais barreiras aos Chineses melhor!
Entre o Brasil e os EUA é a mesma coisa. Em todas as áreas da economia onde nós temos competividade comertcial internacional e em que os lobbies internos deles estejam bem organizados, teremos problemas, aí está o caso do Etanol. O mercado americano é obviamente sim de total interesse dos nossos produtores de álcool (diferente do que afirma aí acima o Sr Morcego), mas ainda não apareceu um "contra-lobby" local (talvez composto pelas grandes empresas distribuidoras de combustivel nos EUA) para confrontar-se de frente com a poderosa industria do álcool de milho. Na realidade é o poder relativo das diversas indústrias dentro de cada país que determinará quem vai levar vantagem no final. A própria imensa penetração dos produtos chineses nos EUA tem mais a ver com a força interna do lobby do retailers (varejistas: Wal Mart e amigos...) sobre o poder dos lobbies consolidados da indústria de produtos de consumo nos EUA. Sem os fortes lucros dos varejistas ja teriamos ha decadas barreiras tarifárias e não-tarifárias à importação de produtos chineses.
O livre comércio só existe se construido sobre os "cadáveres" de indústrias inteiras. Estas são inevitavelmente sacrificados no altar do "benefício/interesse nacional", vejam o que aconteceu com a Brinquedos Estrela...
O que ocorre no caso do Brasil é muito diferende da realidade de países pequenos como o Chile e Venezuela, por exemplo. Nossa industria sendo muito maior é imensamente mais variada o que gera mais e mais conflitos com as industrias dos países com quem desejamos realizar aberturas comerciais. Ao criar um livre comércio com os EUA o Chile só tem que se preocupar com o Cobre e os pescados congelados, nos demais mercados eles são nulidades completas. No caso da Venezuela, o único produto de produção relevante do país é o petroleo, sendo assim fica fácil fechar acordos, não acham?
O problema que percebo na relação dos EUA com o Brasil é que temos muitas áres de sobreposição de indústrias, especialmente no mundo agropecuário , onde somos concorrentes diretos nas exportações para mercados externos. Por enquanto a Embraer esta "livre", mas na hora em que a Boeing aparecer com um jato novo entre 70 e 120 lugares... Se erguerão novos "problemas", é inevitável, especialmente se Obama virar presidente por lá.
Quando o Brasil se relaciona com países menores eles não tem os lobbies internos focados em anular as nossas vantagens competivas, o que torna estas associações muito proveitosas, a despeito do pequeno tamanho total das trocas com estes países menores quando comparado com aquele travado com os EUA. Se queremos adentrar os EUA com produtos industriais de consumo precisamos do apoio e dos dólares dos gigantes do varejo, eles serão nossas portas abertas por lá.
Outro ponto interessante é o de que nada tem a ver a politica exterior independente de um país com sua chance de vender trilhões para os EUA. A China nunca iludiu os EUA dizendo que ficaria "alinhada politicamente com eles". Simultaneamente, os mesmos chineses com os lucros auferidos do comércio com os próprios EUA cresceram fortemente seu investimento em itens militares de nova tecnologia modernizando dramaticamente suas FFAA.
E tudo bem!
Essa questão de "alinhamento" proposta aí em cima é quie me parece estar cada dia mais obsoleta. Se temos produtos de qualidade (como temos), com preços competitivos (que temos, também) e ainda por cima obtivermos o beneplacito do varejo americano, teremos assim tanto o dinheiro deles quanto a liberdade de ação, isso simultaneamente.
Concluindo:
1) Façamos negócios com todos os países do mundo, sem preconceitos, 2) Associemo-nos o quanto antes com os lobbies poderosos que tenham interesses semelhante ao nossos, e botemos estes lobbies para se bater um contra o outro, 3) Isolemos a geopolitica do business, se isso não afeta a China porque nos afetaria também?
W Nowotny
P.S.: Sr Morcego, sugiro que o Sr procure relaxar um pouco, pois suas respostas parecem denotar certo nível desmesurado de "tensão".
WN
Prezado Walter,
concordo em gênero, número e grau com suas colocações. Muito lúcidas, por sinal. Uma pergunta: você teria algum paernte chamado Erwin Nowotny Neto aqui no Rio de Janeiro?
Assunto do Tópico: Re: Notícias... Sempre com a Fonte, por favor!!!
Enviado: Dom Set 14, 2008 6:37 am
Intermediário
Data de registro: Sáb Dez 29, 2007 9:10 pm Mensagens: 297
Já sei que a pergunta nao foi pra mim, mas suponho que o Obama seria pior que o McCain porque os democratas sempre foram mas protecionistas en terminos de economia que os republicanos.
O exemplo esta no proprio discurso do Obama, revisar as TLCs que assinou seu pais, proteçao ao mercado americano com mais barreiras comerciais.
Suponho que será por isso. pra gente ele nao nos ajuda em nada.
McCain já deu uma acenada de mao pra gente, com a defesa do nosso etanol em detrimento do de milho (deles) e disse que buscará aproximaçáo de paises como o nosso, que logo ele vai e pisa na bola é outra historia (tampouco seria algo para que nos sorpreenderá).
McCain nasceu no Panama. pode que por isso tenha um enfoque um pouco distinto ao Keniano e digo Keniano porque enquanto no Brasil o negro e tao brasileiro como o branco ou o amarelo ou o verde ali eles sao AFRO-americanos. (nunca me imaginei como Euro-brasileiro quando muito se falamos de ascendencia poderia dizer sou brasileiro com origens europeias - como tantos) é muita babaquice de uma sociedade racista (algum defeito eles tem que ter).
Me arriscaria a dizer que entre sus conexoes familiares africanas y sua viagem a UE ele a deixado claro onde esta posto seus olhos.
-------------------
Aparte de essa pequena analises, eu nao simpatizo com ele me soa a falso (mas que a media de um politico) e se ademas o Lula prefere ele, entao eu fecho mesmo com o McCain, a ultima vez que o Lula apadrinho um menino pobre apareceu o Evo Morales
A bronca de muitos de fora de EUA com o McCain e por ele ser do partido do Bush.
Assunto do Tópico: Re: Notícias... Sempre com a Fonte, por favor!!!
Enviado: Dom Set 14, 2008 9:28 am
Avançado
Data de registro: Sex Nov 02, 2007 11:20 pm Mensagens: 583
É um editorial extremamente lúcido.
[i]Editorial - Um plano inexeqüível
Fez bem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em submeter o texto do Plano Estratégico de Defesa ao Conselho Nacional de Defesa antes de tomar uma decisão a respeito. Quer o presidente da República que alguns pontos do plano sejam debatidos com maior profundidade. De fato, um documento cujo escopo é o planejamento da defesa do País, elaborado por um pequeno grupo de ministros - presidido pelo ministro da Defesa, coordenado pelo ministro de Assuntos Estratégicos e composto pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e pelos comandantes das três Forças -, não pode ser aprovado sem um amplo debate.
Até porque, como afirmaram à Folha de S.Paulo dois oficiais que participaram dos trabalhos do grupo, o documento contém idéias “realistas, amalucadas e inexeqüíveis”. De fato, pelas informações fornecidas pelo ministro Mangabeira Unger em várias entrevistas depreende-se que o Plano Estratégico de Defesa é uma carta de intenções, nem sempre consentâneas com as reais necessidades e possibilidades do País. “Quando o plano for lançado, será atacado por formadores de opinião”, antecipou o ministro. “Vão acusá-lo de desperdício de dinheiro e de ser instrumento armamentício (de uma corrida armamentista).”
Pelo esboço até agora divulgado do plano, não há como acusá-lo de desperdício de dinheiro, uma vez que não há dinheiro para executá-lo. É um plano inexeqüível. Começa pela meta da elevação do orçamento militar de 1% do PIB para 2,5%, sem a preocupação de corrigir os problemas estruturais que deixam as Forças Armadas em situação de virtual penúria. Elas estão desaparelhadas não é por falta de dinheiro. Recebem o segundo maior quinhão do Orçamento da União, abaixo apenas do Ministério da Saúde. O problema é que, tal como está organizada a carreira militar, as despesas com pessoal, na ativa e na reserva, absorvem quantidades crescentes de recursos - que não sobram para a necessária compra de armas e o adestramento da tropa. Hoje se gasta com pessoal cerca de 80% do orçamento, participação que vem aumentando, ano a ano, há mais de duas décadas.Pretende-se, ainda, conceder incentivos fiscais a empresas nacionais produtoras de armamentos para que as Forças Armadas não dependam de fornecedores externos. A criação de uma autarquia militar não passa de uma utopia. Nem a poderosa máquina militar norte-americana é auto-suficiente. Depende de componentes e de sistemas de armas completos, comprados de terceiros países. E como poderá um país como o Brasil, que mal reúne recursos para encomendar duas dúzias de aviões para a Força Aérea, montar uma indústria para projetar e construir caças de quinta geração? Como exercício de whishfull thinking o tema é excitante - mas a sua implementação esbarra, primeiro, no impedimento orçamentário e, depois, na dificuldade praticamente intransponível de encontrar parceiros que nos transfiram tecnologia militar de ponta.
Outro ponto a considerar no Plano Estratégico de Defesa é o modelo de serviço militar que o ministro Mangabeira Unger recomenda para o Brasil. Ele preconiza a volta ao serviço militar universal, agora também para mulheres: “Em um País tão desigual, uma das utilidades do serviço militar obrigatório é servir como nivelador republicano, em que a nação fique acima das classes.” É a velha idéia, nascida na Revolução Francesa, da “Nação em armas”, promotora da coesão nacional, que pouco sentido tem hoje, numa sociedade integrada por uma rede de ensino universal e ligada por meios instantâneos de comunicação.
Além disso, a idéia é objetivamente inexeqüível. Hoje, o Exército, com um efetivo de cerca de 220 mil homens, não incorpora mais de 70 mil recrutas por ano - os outros são engajados por períodos de até 8 anos - e, com isso, preenche suas necessidades. O ministro sugere que os jovens que não forem incorporados à tropa sirvam a um “serviço social obrigatório”, trabalhando em regiões diferentes de onde moram. Ocorre que, segundo dados oficiais, existiam, em 2007, 2.110.996 homens e 2.076.135 mulheres com 18 anos. Imagine-se o custo de alojar, vestir, alimentar e transportar esse enorme contingente - privando o País, ademais, de sua força de trabalho e adiando compulsoriamente, por um ano, as expectativas de realização pessoal desses jovens.
Assunto do Tópico: Re: Notícias... Sempre com a Fonte, por favor!!!
Enviado: Dom Set 14, 2008 1:09 pm
Moderador
Data de registro: Dom Dez 31, 2006 12:17 pm Mensagens: 3326 Localização: Rio de Janeiro, Brasil
Srs, confesso que fiquei decepcionado com este editorial do Estadão.... Eles absolutamente ignoram os pontos mais centrais das propostas do Ministro Mangabeira...
a) Serviço militar: As FFAA teriam a obrigação de buscar entre os candidatos um grupo que melhor reflita a distribuição real das classes sociais do país, e não mais se bastar de membros das classes C e D.
b) Serviço Civil: Seria uma forma de aumentar a "mão de obra" disponível para grandes programas de correção das dificuldades nacionais, integrando um grande numero de brasileiros à realidade nacional. Em momento algum se propos que 100% dos jovens seriam alistados neste programa, o que seria economicamente inviável. Neste novo grupo cria-se um tipo de "Peace Corps" nacional que poderia, quem sabe até ser enviado ao exterior para auxiliar nossos vizinhos em situação de calamidade. Treinariamos uma massa de brasileiros como forçca de reserva semi-militar, mas que, pela falta de knowkow militar efetivo (uso de armas e explosivos) não poderia ser classificável como "futuros soldados do tráfego". Com eles fariamos programas reforço na educação e no esporte de crianças nas comunidades carentes aproveitando para preparar essas novas gerações com conceitos de civismo. Não ha quem não possa ceder apenas um ano de suas "carreiras" futuras, especialmente se lembramos quantas destas pessoas passam direto para faculdades privadas de pouco ou nenhum valor educacional efetivo...
c) Indústria nacional: È verdade que nenhum país é plenamente independente, mas na nossa realidade importantes e gfundamentais fatias da logística militar nacional estão COMPLETAMENTE fora de nossas mãos, especialmente nas áreas de aviônica e de componentes complexos para aeronaves e navios como as turbinas e demais sistemas hidráulicos e pneumáticos, por exemplo.
Finalmente morro de medo da palávra "inexequível vindo da boca de pessoas naturalmente comprometdas com o status quo... Acho qie uma mídia tão representativa como o Estadão nos deveria uma análise mais ponderada sobre este tema.
Comentários?
[]s Hammer
_________________ Pai orgulhoso do mais novo membro da ALIDE: Marco Aurélio!
Assunto do Tópico: Re: Notícias... Sempre com a Fonte, por favor!!!
Enviado: Dom Set 14, 2008 3:48 pm
Sênior
Data de registro: Qui Nov 29, 2007 9:11 pm Mensagens: 2505 Localização: Caxias do Sul - RS
Há meu ver a parte que foi destacada em negrito e fonte maior, no editorial, é que é o problema. É a tal da saúva..... Os aposentados e pensionistas, que não contribuem com o correto para os recursos que vão depois receber futuramente e dependem do estado, com seu orçamento, para cobrir tais pensões. Porque então não tirar este fardo do orçamento e passar a previdência pública os valores e contribuições ?? Acrescente-se à isto o incentivo ou até mesmo a obrigação de estes contribuirem paralelamente a uma previdência privada que realmente garanta pensões complementares decentes no futuro. Entre outras cositas más, o número de militares na ativa, também acho que é demasiado grande, para os recursos disponíveis. Sds.
Assunto do Tópico: Re: Notícias... Sempre com a Fonte, por favor!!!
Enviado: Dom Set 14, 2008 4:58 pm
Intermediário
Data de registro: Sáb Ago 16, 2008 4:15 pm Mensagens: 221
Concordo que, para os recursos disponíveis, os efetivos são grandes. O Exército parece ter uma política francamente divergente das outras forças nesse campo, tentando manter efetivo elevado. Concordo em parte com a abordagem da área previdenciária, se é que eu o entendi, Bashera. É que tenho para mim que os militares contribuem com menos, acho que 7,5% contra 11% dos servidores civis, mas é interessante notar que uns e outros têm os contracheques cobrados na fonte, e essa grana se transforma em um bom imposto para o governo, pois não existe um "fundo" de previdência pública. Só o Tesouro, que emprega os recursos como quer. Não se presta contas dessa caixda preta realmente. O BC tem uma política de manutenção de faixa de taxa de câmbio que "trorra" divisas de forma impressionante, e pouco se vê falar disso. O pessoal militar, tradicionalmente, ganha menos, não só aqui, no Brasil, mas na maioria dos países, pelo menos. Para taxá-los como os demais, seria necessário, inicialmente, dar um reajuste compatível. Tipo "toma lá, dá cá". Para mim, existe muita falácia em torno da área de previdência. Sem dúvida, o INSS é um problema seríssimo, mas entra governo, sai governo, ninguém toca claramente em alguns pontos politica e financeiramente indesejados, como a mistura de conceitos como previdência e assistência públicas, ou como esse fundo é aplicado, quais as interferências que são impostas a ele etc. Por exemplo: o FAT é uma das principais fontes do BNDES. E aí... Sei não, fica difícil. []s
Assunto do Tópico: Re: Notícias... Sempre com a Fonte, por favor!!!
Enviado: Dom Set 14, 2008 5:16 pm
Sênior
Data de registro: Dom Jun 15, 2008 6:22 pm Mensagens: 1759
Realmente é absurda esta herança dos tempos da ditadura militar. O lugar de aposentados e pensionista é na Previdência Social, no INSS, e não no orçamento do Ministério da Defesa. Outro absurdo é o encargo com obras de estrutura e controle de tráfego aéreo dos aeroportos que servem à população civil que consomem fatias do orçamento. Por mim, estas despesas estariam à cargo da Infraero (um mar de corrupção) ou de aeroportos devidamente privatizados.
Amigos,
As F.As. continuarão com os 300 mil + outros 700 mil para o "serviço social obrigatório". Minhas perguntas são: estes últimos também receberiam soldos, se receberiam, seriam pagos pelo MD também??
Se esta última resposta for positiva, então o aumento de 2,5% do PIB não servirá para nada porque continuaremos sem dinheiro para o principal que é a manutenção e a compra de material bélico.
Em relação à matéria do Estadão, eu discordo apenas em um ponto: afirmar que temos um grande orçamento para a Defesa, isso não é verdade!
No último informe do Sipri o Brasil apareceu em uma posição ridícula em comparação com países de muito menor expressão e com PIBs bem menores que o nosso. O nosso gasto atual é de pouco mais de 10 bilhões de reais, enquanto países com PIBs semelhantes aos nossos como Reino Unido, França e China gastam em torno de US$ 60 bilhões, A Rússia está gastando US$ 50 bilhões, os EUA gastam US$ 547 bilhões.
O material militar de hoje, da era eletrônica, custa muito mais caro do que no período da mecânica, mas ainda continuamos com um orçamento para materiais de 20 anos atrás. Se quisermos ser uma potência não há outro caminho do que gastar, e gastar muito com material e desenvolvimento bélico. O restante é estória!
É verdade também que os militares ainda têm muitos privilégios, venho defendendo esta posição há algum tempo, mas os soldos são baixos em comparação com os países citados acima (com excessao da Rússia e China que possuem milhões de soldados a mais do que o Brasil) e outros tantos que possuem economias muito menores. Não conheço na história algum país que se tornou uma potência militar sem manter privilégios para os militares. Sem falar que nenhum presidente quer ter ao seu lado militares descontentes e queixosos pelo que recebem mensalmente, pois sabem que sua "sobrevivência" no poder também depende de um bom relacionamento com as tropas.
Fiz uma viagem de mochilão há poucos meses pelos andes. No grupo em que eu estava haviam três caras que estavam no exército de Israel e fomos conversando sobre as F.A. de cada país. Ele me perguntou quanto ganhava um recruta no Brasil e eu lhe disse que ganhava cerca de US$ 70,00. Ele riu, e me pediu desculpas. Perguntei-lhe quanto ganhava cada recruta em Israel e ele me disse que ganhava US$ 1000,00. Perguntei quanto tempo eles serviam, ele me respondeu que era por um período de 2 anos. Afirmei que 2 anos no Brasil representaria um gasto ainda mais alto para o reduzido orçamento do nosso MD. Ele disse que não via necessidade de um período superior a 1 ano já que somos um país que não possui inimigos naturais. Además disse que os EUA ajudam com material, mas não com o pagamento de soldos.
Portanto, temos que cair na real e deixar de acreditar que estamos na situação que estamos só por causa dos privilégios das F.As. A verdade é que falta grana, muita grana para sermos uma potência militar, e não sei se a sociedade brasileira está disposta a gastar para alcançar este objetivo. Para a nossa sociedade as F.As. são inúteis e só servem para dar despesas.
Um abraço.
_________________ "Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei sempre seu direito de o dizer". (Voltaire)
Assunto do Tópico: Re: Notícias... Sempre com a Fonte, por favor!!!
Enviado: Dom Set 14, 2008 6:13 pm
Avançado
Data de registro: Sex Nov 02, 2007 11:20 pm Mensagens: 583
Cesar escreveu:
Concordo que, para os recursos disponíveis, os efetivos são grandes. O Exército parece ter uma política francamente divergente das outras forças nesse campo, tentando manter efetivo elevado. Concordo em parte com a abordagem da área previdenciária, se é que eu o entendi, Bashera. É que tenho para mim que os militares contribuem com menos, acho que 7,5% contra 11% dos servidores civis, mas é interessante notar que uns e outros têm os contracheques cobrados na fonte, e essa grana se transforma em um bom imposto para o governo, pois não existe um "fundo" de previdência pública. Só o Tesouro, que emprega os recursos como quer. Não se presta contas dessa caixda preta realmente. O BC tem uma política de manutenção de faixa de taxa de câmbio que "trorra" divisas de forma impressionante, e pouco se vê falar disso. O pessoal militar, tradicionalmente, ganha menos, não só aqui, no Brasil, mas na maioria dos países, pelo menos. Para taxá-los como os demais, seria necessário, inicialmente, dar um reajuste compatível. Tipo "toma lá, dá cá". Para mim, existe muita falácia em torno da área de previdência. Sem dúvida, o INSS é um problema seríssimo, mas entra governo, sai governo, ninguém toca claramente em alguns pontos politica e financeiramente indesejados, como a mistura de conceitos como previdência e assistência públicas, ou como esse fundo é aplicado, quais as interferências que são impostas a ele etc. Por exemplo: o FAT é uma das principais fontes do BNDES. E aí... Sei não, fica difícil. []s
Assunto do Tópico: Re: Notícias... Sempre com a Fonte, por favor!!!
Enviado: Dom Set 14, 2008 6:17 pm
Sênior
Data de registro: Dom Jun 15, 2008 6:22 pm Mensagens: 1759
Marcelo Bahia escreveu:
Amigos,
As F.As. continuarão com os 300 mil + outros 700 mil para o "serviço social obrigatório". Minhas perguntas são: estes últimos também receberiam soldos, se receberiam, seriam pagos pelo MD também??
_________________ "Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei sempre seu direito de o dizer". (Voltaire)
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